sexta-feira, 20 de junho de 2014

Sobre mim

Nascida no dia de Santa Cecília, padroeira dos músicos. Nem santa,nem Cecília, nem música.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Tramando

Era um cigarro. Tinha o corpo fino, longo, mas não cabia entre os dedos, escapava-lhe. Na ponta, a cabeça queimava em cinza de pensamentos, não, ideias, não, acordes. A boca larga, os lábios acompanhando a proporção, tinha gosto de nicotina.

1º dia, da arquitetura

Gosto do torto. Parece-me que apenas no desajustado, incoerente, mal-feito, encontro beleza. É como se meus olhos, repousando na Catedral recém-restauradas (Catedral da Sé), com suas curvas perfeitas, não encontrassem a súplica da ajuda. Gosto do desgosto, do lado oposto, do irregular. Árvores brotando no topo daquelas construções, as janelas quebradas, pra mim, revelam a beleza do inesperado. Sim! É isso! É do inesperado que gosto, a beleza sem querer ser, apenas sendo e deixando aos olhos do expectados a tradução.

Sobre ela e o tempo

Não precisava de espelho para olhar-se. Não conseguia. A imagem que se refletia naquele objeto já ecoava no conceito que fazia de si. Bruxa. Bruxa e magra. Bruxa por conta dos cabelos que, com a idade, não tomavam mais uma forma harmoniosa. Estavam secos. Ela estava seca. Sua pele não era mais a mesma. Ao enxugar-se percebia que mesmo a grande quantidade de água usada durante o banho não era capaz de hidratá-la. Essa mesma pele ressecada marcava-lhe o interior, porque sua falta de tecido adiposo revelava suas veias, grandes e ressaltadas, além de cobrir e desenhar o contorno dos ossos. Mas de todas as marcas que o tempo havia lhe deixado o maior e mais expressivo era o olhar. Cansado. Cansado e vazio. Com dificuldade reagiam com alegria ou se banhavam de lágrimas diante de alguma notícia. Sua pele era a única coisa que a revelava, mas eu queria mesmo conhecê-la pelo olhar. Caroline Maciel

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Amor de flor

Vou encher de flores meus caminhos, e com passos irregulares vou caminhando. Quem sabe assim, na curva, te encontre novamente pra de novo rir nos teus braços.

sábado, 20 de abril de 2013

Tudo nele é bonito! A cor da sua pele, os pelos no rosto, o jeito como o cabelo se movimento quando encontra uma corrente de ar, as suas costas e até mesmo o jeito como a calça fica folgada na parte de trás. Tudo nele me faz querer ficar perto. O modo como fala, os assuntos que elege, o seu cheiro. Tudo nele me encanta.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Amo despedindo-me. É como se descobrisse o sentimento inteiro do amor apenas na despedida, na impossibilidade, no ponto final. Amo e logo digo que é impossível amar, por falta de futuro. Amo, recordo-me dos longos e bons momentos vividos e logo percebo que estes já passaram. Amo e despeço-me.